Brasil terá 32º representante diferente na Fórmula 1; relembre história dos outros

País já foi uma referência na modalidade e volta a tentar dias de glória

Muitos ídolos do país desfilaram seus talentos na Fórmula 1 (iStock)

O Brasil é referência em alguns esportes conhecidos mundialmente. De vez em quando, o país também passa a ter um expoente em uma ou outra modalidade, como aconteceu na Fórmula 1 durante um longo período. Nos últimos anos, o torcedor brasileiro ficou carente de um conterrâneo na principal categoria do automobilismo, mas agora isso chegou ao fim (temporariamente).

Conhecido por ter colocado pilotos na história do esporte, o Brasil agora poderá comemorar a estreia de seu 32º piloto na categoria, mostrando que o país também tem a Fórmula 1 em suas veias. Você lembra quais são todos eles? O Betsul separou essa lista e conta um pouco da história dos brasileiros na elite do automobilismo mundial!

O primeiro brasileiro

A história da Fórmula 1 no Brasil começa com um pé na Itália. Chico Landi, filho de um italiano com uma ítalo-brasileira, foi uma referência no automobilismo local na década de 1930. O seu sucesso na América do Sul o credenciou a ingressar na Fórmula 1 em 1951, que estava em seus primórdios (antes dela, Landi venceu a competição mais importante de corrida na época, o Grande Prêmio de Bari).

Na Fórmula 1, foram apenas seis corridas entre 1951 e 1956. Em três delas, sequer chegou ao fim da prova. Em 1952, conseguiu nono e oitavo lugar nas provas da Holanda e Itália, respectivamente. Sua melhor colocação foi alcançada em seu último ano na categoria, quando terminou em quarto na Argentina.

O primeiro vencedor e campeão

Somente em 1970 o Brasil viu um representante subir ao ponto mais alto do pódio. E a história é impressionante. Emerson Fittipaldi dava os seus primeiros passos na Fórmula 1 naquela temporada. A pedido do seu companheiro de Lotus, Jochen Rindt, utilizou o carro do austríaco durante uma sessão de treinos para amaciar a máquina. O companheiro do brasileiro era o piloto número um da equipe e liderava aquela edição.

Emerson bateu durante o treino e destruiu o carro. Sem tempo de arrumá-lo para a prova, Fittipaldi foi obrigado a ceder o seu para Rindt, ficando fora do GP de Monza. O austríaco sofreu um acidente fatal naquela prova. Nas duas provas seguintes, a Lotus não participou por estar de luto.

No penúltimo circuito da temporada de 1970, em Watkins Glen, nos EUA, Emerson Fittipaldi correu como nunca, ganhou a prova, a primeira de um brasileiro na história da Fórmula 1, e de quebra impediu que os concorrentes alcançassem Rindt na classificação. Até hoje, o austríaco é o único campeão póstumo da Fórmula 1.

No ano seguinte, Emerson teve uma temporada difícil na categoria, mas voltou muito forte em 1972. O brasileiro venceu cinco corridas naquele campeonato e sagrou-se campeão, até então, o mais jovem a conquistar a Fórmula 1, com 25 anos (Fernando Alonso quebraria o recorde em 2005).

Em 1973, Emerson Fittipaldi brigou novamente pelo título da categoria, mas foi vencido por Jackie Stewart. Foram essas boas temporadas que fizeram com que o GP de Interlagos entrasse para o calendário da Fórmula 1 (aliás, o brasileiro venceu a primeira edição da corrida). No ano seguinte, brigou novamente pelo campeonato e desta vez terminou como bicampeão da categoria.

O maior campeão

Nos anos 80, chegou à Fórmula 1 o 15º piloto brasileiro na história. Em 1984, Ayrton Senna começou a escrever o seu legado que durou 11 temporadas, até o acidente fatal em 1994, no GP de San Marino. Antes disso, o tricampeão mundial da categoria tornou-se o brasileiro mais bem sucedido na modalidade. Foram 162 corridas ao longo de sua trajetória, com 80 pódios, 65 pole positions e 41 vitórias.

Antes de Ayrton Senna, além de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet também foi campeão da Fórmula 1, mas nenhum deles (e nenhum brasileiro até hoje) venceu tanto quanto a lenda do automobilismo. Sua carreira iniciou em 1984 e mesmo correndo um carro limitado da Toleman, foi considerado a revelação daquele ano, conquistando alguns pódios e mostrando que possuía talento de sobra.

Na Lotus, em 1985, a equipe permitiu que Senna alcançasse resultados melhores, como a sua primeira vitória no GP de Portugal. Naquele ano, ganhou mais uma corrida, conseguiu mais quatro pódios e ficou em quarto na temporada, sendo eleito o piloto do ano por algumas revistas.

Somente em 1988 veio o primeiro título mundial de Ayrton Senna, na sua temporada de estreia na McLaren, conquistado após uma corrida histórica no GP do Japão. Depois de perder para Alain Prost, seu maior rival da carreira, em 89, derrotou o inglês em 1990, conquistando o bicampeonato de forma bem controversa (até hoje alguns o acusam de ter jogado sujo na corrida do título). O tricampeonato veio em 1991.

Até hoje, Ayrton Senna é o recordista de vitória no GP de Mônaco, um dos mais difíceis da Fórmula 1, com seis triunfos.

O piloto com mais corridas

Com 326 corridas na carreira, Rubens Barrichello é o segundo piloto do mundo com mais GPs na história da Fórmula 1 (só perde para Kim Räikkönen, com 330). Por 19 temporadas seguidas, Rubinho defendeu cinco escuderias diferentes, sendo a Ferrari a mais importante passagem de sua carreira (ficou com os italianos de 2000 a 2005, sendo o segundo piloto). 

Em sua carreira, foi pole position em 14 corridas e venceu 11 vezes, sendo a primeira no GP de Hockenheim, na Alemanha, em 2000. O momento foi muito emocionante, porque marcava o fim de sete anos de espera desde a última vitória brasileira na Fórmula 1, com Ayrton Senna. Naquele dia, Rubinho ousou, correu com pneus secos na pista molhada por boa parte da corrida e venceu, emocionando a todos.

O último piloto

O último representante brasileiro na Fórmula 1 foi Felipe Nasr, que entre 2015 e 2016 defendeu a Sauber. O piloto correu 39 GPs, mas nunca conseguiu terminar uma prova no pódio. Desde então, até a estreia de Pietro Fittipaldi, em 2020, o Brasil não se viu representado nas pistas da principal categoria do automobilismo mundial.

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