Call of Duty: o caminho do FPS da II Guerra Mundial até se consolidar como e-sport

Como a gigante do gênero de tiro conquistou fãs ao longo dos anos e construiu seu cenário competitivo

Campeonatos de CoD arrastam multidões no mundo inteiro (iStock)

Para quem ama jogos de tiro, Call of Duty é com certeza um dos primeiros nomes que vem à cabeça. Uma das maiores marcas do gênero desde o início do milênio, o shooter da Activision coleciona fãs no mundo inteiro. Afinal, a mecânica fácil permitiu que até jogadores menos habilidosos pudessem desfrutar de partidas bem jogadas, sem falar nas campanhas de single player com temáticas ultra interessantes e no modo zombies da saga Black Ops que conquistou uma nova legião de jogadores.

A consagrada saga do CoD, como é conhecido o Call of Duty, começou com um sonho ambicioso e que em poucos anos conseguiu chegar ao topo do segmento, sendo nos dias atuais, além de um dos games mais vendidos mundialmente, um dos mais novos e-sports que movimentam o cenário profissional dos jogos de tiro.

Como tudo começou

Benjamin “Ben” Chichoski pode ser considerado o idealizador do Call of Duty, mas dificilmente você irá conhecê-lo. Diferentemente de outros criadores, Ben pouco aparece na mídia e a sua história antes de CoD é desconhecida. O que se sabe é que a saga surgiu para brigar com os grandes títulos do mercado, em especial Medal of Honor, que havia acabado de lançar Allied Assault e estava se consolidando como maior jogo de tiro em primeira pessoa do mercado.

Medal of Honor e Call of Duty têm muito mais história do que somente essa rivalidade. Vince Zampella é um personagem muito importante para o início da franquia da Activision. O rapaz trabalhava em um estúdio que, em parceria com a EA Games, estava desenvolvendo o novo Medal of Honor. Zampella não gostou de como a EA queria prosseguir com o projeto e abandonou o estúdio. Na sequência, inaugurou a Infinity Ward.

Ao lado de vários ex-colegas de trabalho, criou a desenvolvedora que pouco tempo depois foi comprada pela Activision e, logo em seguida, lançou o Call of Duty.

O sucesso imediato

É muito fácil entender o estrondoso sucesso que Call of Duty teve logo em seu lançamento. O mercado norte-americano consome muito conteúdo com temática de guerra, é algo que está na cultura da população e que ajudou a criar a identidade do seu povo. O primeiro CoD se passa exatamente durante a 2ª Guerra Mundial, episódio importante para a história da humanidade e que os Estados Unidos têm como referência.

O jogo começa no “Dia D”, momento que marcou uma reviravolta na 2ª Guerra Mundial e que impôs uma dura derrota aos nazistas. O game é dividido em três campanhas, uma para cada facção do lado vencedor da guerra, e as histórias se desenrolam de maneira separada.

As vendas do primeiro CoD foram muito acima do esperado, e, é claro, isso motivou a produção de uma continuação do game. Também ambientada na 2ª Guerra Mundial, o jogo traz uma nova história e novos elementos que o distanciaram bastante do estilo de jogabilidade do rival Medal of Honor. O multiplayer também foi expandido com novos modos de partida, mapas e capacidade de jogadores no servidor (de 32 para 64).

Ainda foi lançado o Call of Duty 3, mais uma vez ambientado na 2ª Guerra Mundial. A fórmula que estava fazendo sucesso se manteve, mas a falta de uma inovação na história começou a virar motivo de críticas dos fãs, que até aprovaram as melhorias técnicas, mas sugeriram que a franquia parecia estar presa. Para piorar, o jogo saiu apenas para consoles, enfurecendo os apaixonados que se acostumaram a ter CoD no PC.

Call of Duty 4: Modern Warfare e o futuro da franquia

Em 2007, foi lançado Call of Duty 4: Modern Warfare, um marco para a série e que mudou os rumos da franquia para sempre. Cansada da mesmice, a Activison apostou em uma ideia ousada. Apesar dos mais nostálgicos terem torcido o nariz, a inovação ganhou uma nova legião de fãs.

Pela primeira vez, CoD não estava ambientado na 2ª Guerra Mundial, mas sim nos dias atuais. A história recebeu muita atenção na narrativa, enredo e carisma dos personagens, com cenas icônicas e momentos marcantes que são simplesmente cinematográficos. Além disso, o multiplayer foi reformulado com uma variedade imensa de armas e jogabilidade que serve até hoje como base para os novos jogos da franquia.

Foi em CoD 4 que o multiplayer deixou de ser apenas um conteúdo extra divertido e passou a ser competitivo, algo muito importante para o que vem a seguir, pois foi aqui que Call of Duty passou a ter os primeiros campeonatos que finalmente se equiparavam com os profissionais de Counter-Strike, por exemplo.

Desde então, Call of Duty lança um novo título quase anualmente, sempre com a Activision por trás, mas com Infinity Ward, Sledgehammer e Treyarch se revezando como desenvolvedoras  -- a cada ano, uma delas é responsável pelo lançamento de uma nova versão do game. As histórias vão desde roteiros originais a continuações de enredos anteriores. É assim que o multiplayer recebe inovações que agradam e desagradam os fãs constantemente.

O cenário competitivo

Com o sucesso absurdo de Call of Duty 4, o cenário competitivo profissional de CoD começou a engatinhar. Diferentemente de quase todos os jogos de FPS (First Person Shooter), o game da Activision é disputado em consoles, apesar de ter sido criado para PC. Em 2008, os primeiros campeonatos começaram a rolar nos Estados Unidos e na Europa, revelando uma nova safra de grandes jogadores que até hoje seguem disputando competições ao redor do mundo.

Quem ajudou por muitos anos a alavancar o cenário profissional foi a MLG (Major League Gaming), responsável por organizar anualmente o campeonato mais importante de CoD da temporada, uma espécie de “Mundial” da franquia.

Em 2013, a Activision decidiu entrar na organização do cenário competitivo e, ao lado da MLG, lançou o Call of Duty Championship, a verdadeira Copa do Mundo de CoD. O sucesso foi gigantesco e o campeonato contou com partidas transmitidas para o mundo inteiro. Definitivamente, a produtora podia dizer que tinha um e-sport na mão.

No ano passado, foi lançada a Call of Duty League, o campeonato norte-americano de Call of Duty. Também com a Activision por trás, a liga é muito bem estruturada e a com maior divulgação do cenário competitivo depois do CoD Championship, é claro. 

Uma nova era

Recentemente, foi lançado o Warzone, modo de battle royale de Call of Duty que já apareceu na franquia anos atrás. Para quem está acostumado, é o mesmo estilo de jogo de Fortnite e PUBG, mas para quem ainda não sabe do que se trata, este estilo de jogo consiste em colocar uma grande quantidade de jogadores em um mapa gigantesco (quase sempre mais de 100 por partida), onde o objetivo é ser o último jogador ou time a sobreviver.

Com mais de 60 milhões de players pelo mundo, recorde de qualquer jogo da franquia, é bem provável que em um futuro muito breve a Activision lance seu próprio campeonato de battle royale para competir com os outros concorrentes do gênero.

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