Instituição ajudada pelo Jogo do Bem levou medalhista paralímpico à Tóquio

Yeltsin entrou para a história do país no Japão com duas medalhas de ouro

Yelstin comemora ouro nos 5.000m ao lado de um dos atletas-guia, Carlos Antônio dos Santos (Rogerio Capela/CPB)

Yeltsin Jacques, do Mato-Grosso do Sul, foi responsável por protagonizar dois momentos importantes do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio-20. O atleta do Mato-Grosso do Sul conquistou o primeiro ouro do atletismo nos Jogos (prova dos 5.000m T11) após uma chegada espetacular em que assumiu a liderança na final na última curva para subir ao lugar mais alto do pódio.

Dias depois, também venceu a final dos 1.500m T11, com direito a quebra do recorde mundial após fechar a prova em 3min57s60, conquistando a 100ª medalha de ouro da história do Brasil em Paralimpíadas.

Yeltsin é atleta da Associação Desportiva para Deficientes, instituição sem fins lucrativos que desde 1996 atua em São Paulo para a inclusão de pessoas com deficiência no esporte, incentivando, entre outras áreas, a formação de atletas de alto rendimento.

Além do atleta, a ADD é representada por outros dois competidores em Tóquio: Vinícius Rodrigues, recordista mundial dos 100m rasos T63, e Ariosvaldo Fernandes, o Parré, veterano de 44 anos, que disputa algumas provas da classe T53, para cadeirantes.

Eles têm em comum o apoio do Jogo do Bem, uma iniciativa do Betsul, site de apostas esportivas com forte apelo para o mercado brasileiro. Parte do lucro obtido pela marca é dividido entre várias instituições que fomentam o esporte, sendo a ADD uma delas. A indicação foi feita pelo ídolo do basquete Oscar Schmidt.

“O Jogo do Bem veio em um momento extremamente importante. Eu nunca tinha visto um programa igual e essa ajuda à ADD é fundamental para manter a manutenção dos atletas de alto rendimento assim como para a formação de crianças”, disse Eliane, diretora da instituição. “Espero que essa parceria dure por muito tempo”, completou ela.

Foi com o apoio do Jogo de Bem que a associação tornou possível que Yeltsin levasse um atleta guia extra à Tóquio, pedido feito pelo próprio medalhista. Na classe T11, os competidores são obrigados a serem acompanhados por um atleta guia durante toda a prova, mas podem fazer a opção por levar mais um.

Eles se revezam para que isso não atrapalhe o ritmo do atleta, ainda mais em uma prova longa como os 5.000m. Parré também viajou para o Japão mais preparado por conta do apoio proporcionado pelo Jogo do Bem.

Às vésperas de se apresentar ao Time Brasil, o atleta não possuía um pneu reserva para a sua cadeira de rodas, correndo o risco disso prejudicar sua participação. Com os apoios que recebeu, a ADD pôde financiar um reserva, como explicou Eliane.

O foco é a inclusão social

Apesar de possuir um programa de alto rendimento, o principal objetivo da ADD é formar pessoas com deficiência independentes através do esporte. A porta de entrada da maioria deles é durante a infância.

“Fomos pioneiros em criar a primeira escola de esportes do Brasil. Nosso objetivo não é só descobrir talentos. Sabemos que pode surgir, mas o objetivo é que aquela criança se torne independente. Terminar seus estudos, conseguir se formar, trabalhar no que deseja, ser independente. De 100 crianças, 99 vão atingir esse objetivo e uma vai ser o talento que vai despontar. A oportunidade (que nós damos) é o mais importante”, conta Eliane.

Foi através dessa oportunidade que surgiu um fenômeno mundial da natação paralímpica: Daniel Dias, dono de 27 medalhas em Jogos Paralímpicos.

“A gente apresentou a natação para ele. Ele não sabia nadar. Ele tem um talento nato. Lembro que entrou de bóia na primeira aula”, conta Eliane. “Temos por trás um corpo técnico (professores, coordenadores) contratado, pessoas capacitadas. A professora viu que tinha potencial”, continuou.

“Nenhuma empresa quer patrocinar alguém só porque tem potencial, então o papel da ADD é fundamental para ele não desistir. Essa é a realidade de tantos outros. Fico feliz em saber que o Jogo do Bem ajuda outras instituições, não só a nossa. Eles não quiseram patrocinar um atleta, mas a instituição como um todo”, completou ela.

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